Vacina

10/10/2011 – Atualizado em 31/10/2022 – 9:04am

A vacina antirrábica distribuída pelo Ministério da Saúde para a campanha de imunização de cães e gatos de 2010 tinha excesso de proteínas bovinas. É essa a conclusão da análise feita pela Universidade de São Paulo (USP). A principal hipótese dos pesquisadores é que essas proteínas tenham desencadeado reações alérgicas extremas em alguns animais, levando alguns à morte.

Com base nessa constatação, o Ministério da Saúde exigiu alterações na fabricação da vacina para aceitá-la na campanha deste ano. O ministério reconhece que 283 reações graves podem ser relacionadas à vacina – 210 mortes de cães e gatos. Na ocasião das mortes, no entanto, só o governo de São Paulo anunciou o registro de 2.627 casos de reação.

As reações levaram o governo a suspender a campanha e atrasá-la neste ano. Em 2010, a vacina foi feita pelo laboratório Biovet. Neste ano, as doses serão produzidas pelo Tecpar (Instituto Tecnológico do Paraná).

Até 2009, o Ministério da Saúde distribuía doses da vacina fabricadas por meio de método diferente do utilizado no ano passado. A USP analisou as doses da vacina a pedido da comissão permanente de raiva de São Paulo. “Sabíamos que outros países haviam tido problemas com o excesso de proteínas bovinas (EUA em 2005 e Japão em 2006). Por isso, decidimos mensurá-las”, disse o veterinário Marco Antonio Stephano, responsável pelo Laboratório de Imunobiológicos e Biofármacos do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.