Dia Mundial contra a Raiva: prevenção e vigilância protegem animais e pessoas
28/09/2026 – Atualizado em 28/09/2026 – 5:24pm
Atuação do médico-veterinário é fundamental na identificação de casos suspeitos, na vigilância da doença e na orientação à população
Neste 28 de setembro, Dia Mundial contra a Raiva, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) chama a atenção para uma doença que pode ser prevenida, mas que ainda exige vigilância permanente e atuação integrada entre saúde animal, humana e ambiental.
O cenário da raiva envolve diferentes ciclos de transmissão e espécies animais. Mesmo com os avanços na prevenção e no controle da doença, a vigilância precisa ser permanente e considerar tanto os animais domésticos quanto os silvestres.
Nesse trabalho, o médico-veterinário tem papel importante, seja na saúde pública, na defesa agropecuária, no campo ou na rotina de estabelecimentos veterinários.
Vigilância começa também no atendimento
Animais com alterações neurológicas podem chegar primeiro ao atendimento veterinário. Reconhecer sinais de alerta, realizar o diagnóstico diferencial e notificar casos suspeitos são ações que contribuem para que a vigilância seja acionada.
No campo, o médico-veterinário atua no diagnóstico diferencial de afecções neurológicas em animais de produção e nas medidas de prevenção e controle. Nas cidades, participa da avaliação e da observação de cães e gatos envolvidos em agressões, além de orientar os responsáveis pelos animais e a população.
A presença desse profissional nos diferentes pontos da rede contribui para identificar possíveis focos e orientar as medidas necessárias para proteger a saúde animal e humana.
Quem trabalha com animais suspeitos também precisa se proteger
A atuação na vigilância da raiva envolve riscos ocupacionais que não podem ser ignorados. Mordeduras, contenção e manejo de animais com alterações neurológicas, coleta de amostras e necropsias podem expor o médico-veterinário ao vírus.
Por isso, a biossegurança deve fazer parte de todas as etapas do atendimento a um caso suspeito. Entre as medidas de proteção estão a profilaxia pré-exposição, o acompanhamento periódico de anticorpos e o uso dos equipamentos de proteção individual adequados à atividade.
Os envolvidos com atendimento de animais e coleta de material para exames deve estar com sua vacinação antirrábica em dia.
Em necropsias e coletas, devem ser utilizados luvas grossas, óculos de proteção, máscara PFF2/N95 e avental impermeável.
A coleta também exige atenção. A confirmação de um caso suspeito depende da qualidade do material encaminhado para análise. Por isso, coleta, conservação e transporte das amostras devem seguir os protocolos indicados para cada espécie. Além de preservar o material, os procedimentos adequados reduzem riscos durante o manejo e contribuem para um diagnóstico seguro e confiável.
Se ocorrer um acidente ou exposição durante o trabalho, a orientação é lavar imediatamente o local com água e sabão por 15 minutos, utilizar antisséptico e procurar um serviço de saúde para avaliação e registro do caso.
Prevenção também depende da população
A população também faz parte dessa rede de cuidado. Fique atento aos animais com comportamento incomum, alterações neurológicas ou envolvidos em situações que possam representar risco não devem ser manipulados sem orientação.
Em caso de mordida, arranhão ou outro contato que possa representar exposição à raiva, é importante procurar um serviço de saúde para avaliação e orientação.
Manter a vacinação dos animais conforme as recomendações dos serviços de saúde e seguir as orientações dos profissionais são medidas que contribuem para a prevenção.
Raiva é uma questão de Saúde Única
A raiva mostra de forma concreta como a saúde animal, a saúde humana e o ambiente estão conectados.
Da identificação de um animal suspeito ao diagnóstico laboratorial, passando pela notificação, orientação da população e proteção dos profissionais envolvidos, cada etapa faz parte de uma mesma rede de vigilância.
Neste Dia Mundial contra a Raiva, o CFMV reforça que prevenção, vigilância e biossegurança caminham juntas para proteger animais, profissionais e toda a sociedade.
