Deputado Felipe Becari propõe ao MEC que curso de Medicina Veterinária seja exclusivamente presencial
22/05/2025 – Atualizado em 22/05/2025 – 4:02pm
O deputado federal Felipe Becari apresentou a Indicação nº 1403/2025 na Câmara dos Deputados, sugerindo ao Ministério da Educação (MEC) que inclua o curso de Medicina Veterinária entre os que devem ser ofertados exclusivamente na modalidade presencial. A iniciativa ocorre após a publicação do Decreto nº 12.456/2025, que instituiu a nova Política EaD no país e determinou que graduações como Medicina, Odontologia, Enfermagem, Psicologia e Direito sejam ofertadas apenas de forma presencial.
Para Becari, a exclusão da Medicina Veterinária do decreto ignora a complexidade da formação e os riscos da atuação profissional sem vivência prática adequada.
“Medicina Veterinária também é medicina. Exige domínio técnico, sensibilidade clínica e, sobretudo, vivência prática real e contínua”, justificou o deputado no documento enviado ao MEC.
No texto, Becari alerta para as graves consequências da formação remota de profissionais que atuam diretamente na saúde pública, na defesa agropecuária, no controle de zoonoses e na inspeção de alimentos. O parlamentar argumenta que a modalidade EaD não proporciona a experiência prática essencial à atuação segura e eficiente do médico-veterinário.
“Embora a modalidade EaD tenha se mostrado eficaz em algumas áreas do conhecimento, ela é incompatível com a formação de profissionais cuja atuação exige habilidades específicas, adquiridas apenas por meio da prática direta e contínua”, destaca outro trecho da justificativa.
O deputado ainda cita o histórico posicionamento do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que há anos denuncia os riscos do ensino remoto na formação profissional. O Brasil já ultrapassa 500 cursos autorizados de Medicina Veterinária, liderando o ranking mundial em número de graduações na área.
